Trabalhei duro estes dias na execução da Instalação POESIA NÃO TEM HORA, que será inaugurada neste sábado no Parque Ibirapuera. Um percurso em forma de relógio do sol, com as horas formadas por cada um dos doze poetas escolhidos por Rita Alves, é parte integrante do evento Caminhos Efêmeros da Poesia, que terá ainda muitas atrações como leituras de poesia, performances dos gêmeos e shows musicais. Espero todos a partir das 18h00, ao pé da Ponte de Ferro.
Hoje, 11 de Setembro, levei Meu Chapéu fazer um passeio há muito prometido: Museu do Inhotim, Minas Gerais. Uma lavada de alma completa, em meio à mata de Brumadinho, com projeto paisagístico de Burle Marx e obras e intalações de importantes artistas contemporâneos do mundo todo. Em meio a este show ao aberto, subindo uma colina, chegamos à instalação de Chris Burden, “Beam drop”, que pode ser traduzido livremente como queda de viga, recriação de uma obra sua de 1984, exposta em Nova York. Ao se deparar com a instalação, Meu Chapéu não pode deixar de evocar o 11 de setembro.
Rachel Castle, uma das fundadoras da agência londrina de design The Nest, começou a fazer roupas de cama personalizadas para amigos e familiares, e suas peças fizeram tanto sucesso, que a partir de 2008, passou a se dedicar exclusivamente a esta atividade. Fundou a Castle, e além das roupas de cama, produz artesanalmente, junto com sua mãe, bordados que se transformaram em hit de decoração. Rachel Castle vive e trabalha em Sidney, Australia.
Do nosso correspondente Gabriel Moura
A idéia que norteia este livro é inspiradora. O autor David Gariff revela de forma muito ditática, as conexões ocultas formadas pelo pensamento humano, sua transmissão através das artes e os principais personagens que formam os elos desta grande engrenagem. A tese de Gariff é de que nada surge por acaso. Tudo está relacionado, como se a arte fosse um corpo movido por milhares de células interligadas pela mesma energia. Depois deste livro, a máxima “nada se cria, tudo se copia” poderia ser substituída por “tudo se cria, tudo se associa”.
Nesta página, a influencia de Pablo Picasso sobre a obra de Marcel Duchamp.
Os Pintores mais influentes do mundo e os artistas que eles inspiraram
David Gariff - Editora Girassol – 192 pg. – R$ 73,00
Nas rodas das bicicletas de Luiz Cavalli, Meu Chapéu volta no tempo. Um tempo mágico, não muito distante, que com duas pedaladas se alcança. Um tempo de infância alegre, como são seus quadros, suas pinceladas cada vez mais à vontade, suas cores vivas. Luiz Cavalli cresceu. E suas bicicletas agora estão rodando o mundo. (Acabo de saber pelo artista que esta tela junto com outras, está de malas prontas para Nova York).
Impossível permanecer impassível à obra da artista norte americana Monica Cook. Por trás de uma técnica apurada, de figuras reproduzidas com uma intensidade de tirar o fôlego, Cook arma um jogo sutil onde a carne humana e alimentos se misturam com despudorado apelo erótico.
Este misto de sensações atrai e repele o espectador simultaneamente, fazendo com que feche os olhos querendo ver mais, quase como crianças lendo um livro de figuras proibidas.
Monica Cook, nascida na Geórgia e graduada pela Faculdade Savannah de Arte e Design em 1996, vive e trabalha em Nova York, onde concluiu recentemente uma residência na Escola de Artes Visuais. Desde 1992, Cook já expôs em museus e galerias por todo os EUA eo Canadá, bem como na Holanda, Israel, França e Suíça.
Colaboração: Bernardo Gregori
Dando a tradicional passeada pelas livrarias da cidade, Meu Chapéu me chamou a atenção para um volume respeitável (576 págs), com a reprodução de uma tela de René Magritte na capa, e o pretensioso título “Tudo sobre Arte”. Pretensioso ou não, bastou uma folheada para entender a proposta do editor: apresentar um panorama dos movimentos artísticos mais significativos de forma acessível, didática e bem ilustrada.
Cada período é acompanhado de um quadro cronológico, que ajuda a entender o contexto sócio-cultural da época em que as obras foram criadas. Lança mão de recursos gráficos de navegação pela Internet, o que já sugere o público ao qual é dirigido: textos curtos, divididos em quadros e infográficos, e uma navegação que analisa detalhes das obras mais emblemáticas que se conhecem. Não é um vôo em profundidade, mas um guia bem abrangente e acessível para quem quer se introduzir pelo sinuoso mundo das artes. Acessível também é o preço do respeitável volume: R$ 57,00 (impressso na China, of course). Já está na minha estante.
TUDO SOBRE ARTE
De Stephen Farthing e Richard Cork – Editora Sextante – 576 págs. – R$ 57,00

Esta dica vem lá de São José dos Campos, do meu primo Marcus Vinícius, assíduo leitor deste blog, e sempre atento ao que acontece na WEB.

As fotos cortadas pelas ilustrações assinadas por Ben Heine, encantaram meio mundo e correram a internet. Nascido na Costa do Marfim e atualmente residente na Bélgica, Ben é um multi-artista que estudou artes gráficas e escultura, é jornalista ilustrador, fotógrafo e pintor. Além de tudo, Ben Heine é um artista-ativista, e usa toda a força de suas caritcaturas e ilustrações contra o imperialismo em todas as suas formas, e é um defensor da causa Palestina contra Israel.





Eu e Meu Chapéu não podíamos deixar de visitar a Bienal, of course. Mas confesso que ficamos em dúvida entre o Salão do Automóvel e a Feira de Artes. No final, venceu Bienal, embora em alguns momentos tenhamos ficado em dúvida se não estávamos no lugar errado.

Já que uma pilha de jornais em meio a um tapete de papel picado foi aceita na Bienal como arte, Meu Chapéu se sentiu no direito de entrar na cena e virar arte também. Porque não? Assim é, se lhe parece.

Cesar Meneghetti é um artista dividido. Não pelo fato de ser libriano do primeiro decanato, ou por viver entre Brasil e Itália. Nem tão somente pelo fato de ser um multi-artista, que filma, pinta, escreve e junta tudo isto como poucos. Cesar é de uma geração dividida entre revoluções. Este é o eixo da sua mais recente video-instalação, Les terra’s di nadie, em exibição no MIS, em São Paulo. Em uma tela literalmente cortada ao meio, Cesar promove uma verdadeira dança de fragmentos de dois momentos dramáticos que mudaram a geografia política da América Latina: os golpes militares chileno de 1973 e o brasileiro de 1964, que Cesar evoca como ecos do passado com uma fina sensibilidade, através da poesia de Antonio Arévalo, na vozes de Carolina Manica (Brasil) e Patricia Rivadeneira (Chile).

“Os pesadelos afloram do passado novamente, mas de uma forma poética. Ao partir de extratos da memória, mas decididamente olhando para o futuro, ltdn – les terra’s di nadie faz parte de um olhar privilegiado sobre os diversos tipos de experimentação audiovisual contemporânea, já que se abre a diferentes formatos e realiza um encontro entre cinema, videoarte e literatura”, comenta o curador italiano Bruno di Marino sobre este trabalho de César Meneghetti, cineasta e videoartista brasileiro que, por muitos anos, viveu e trabalhou na Europa.
Colaboram com o projeto o poeta chileno Antonio Arévalo, as intérpretes Carolina Manica (Brasil) e Patricia Rivadeneira (Chile) o montador cinematográfico Willem Dias (Brasil) e os sound designers Fabio Pagotto (Itália) e Silvia Moraes (Brasil).
César Meneghetti é brasileiro, vive e trabalha entre São Paulo e Roma. Formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, especializou-se na Central Saint Martin School of Art and Design, na City of London Polytechnic (mixed medias) e no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma.
Instalação audiovisual ltdn – les terra’s di nadie (2007-2010), de César Meneghetti| | Visitação: 16 de outubro a 14 de novembro de 2010
Terças a sábados, das 12h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 21h. No Nicho (piso térreo). Visitação gratuita. Classificação etária: livre.
Museu da Imagem e do Som (MIS) - Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br

Ontem, 19 de outubro, no Sonique Bar, aconteceu o lançamento do projeto multidisciplinar “baixoaugusta: rua polifônica”, iniciativa da Editora Zupi em parceria com um grupo de artistas formado por Andréia Justino, Fernanda Nogarol, Juliana Horie, Kazuo Kajihara, Marco Aurélio e Vitor Milito.

Reconhecendo a Rua Augusta, em São Paulo, como o epicentro cultural de toda uma geração, fotógrafos e designers se uniram para registrar o dia a dia da região. A experiência resultou em um documentário e um site colaborativo que prestam homenagem à boêmia via seus personagens singulares, inferninhos fluorescentes e becos alternativos, além de um livro de fotografia que aguarda verba para ser lançado. Visite a rua, entre no site: www.baixoaugusta.com



Cibar Ruiz, um dos nossos mais argutos farejadores da internet, localizou um talento de primeira grandeza para este blog. Filho de pai holandes e mãe carioca, Rafaël Rozendaal nasceu em Amsterdã em 1980, e fez as primeiras incursões no mundo das artes em 2001.

Much Better
Em pouco tempo, Rafaël projetou-se no cenário artístico internacional, e tem trabalhos expostos em museus do mundo todo. O neto do ex-presidente Castello Branco trabalha em plataformas multimídia, e cria websites provocativos que vende com o domínio. Rafaël morou em Amsterdã, Rio, Los Angeles, Paris, Tóquio, Berlim e Portland. Vive e trabalha em hotéis.



Mais uma contribuição de Paulo Matsui, nossa antena parabólica na WEB, que foi buscar esta notícia no fundo do mar. Criador do Parque do Mundo Sub-aquático, Jason de Caires Taylor ganhou reconhecimento internacional por seu trabalho único. Em 2006, projetou esculturas que acabaram no fundo do mar, transformando-se em recifes, com o objetivo de criar um diálogo entre a arte e o meio ambiente. Suas obras sofrem a ação da natureza, que interage assim como coadjuvante do artista, criando efeitos inesperados, e colaborando para criar colônias de vida marinha ao redor.



Instaladas a pouca profundidade no mar do Caribe, as esculturas de Jason ganham efeito caleidoscópico, graças à fonte de luz da superfície e do movimento do mar. A água é um meio maleável, que permite ao espectador se envolver ativamente com o trabalho, em perspectivas que ampliam dramaticamente a experiência única de encontro com suas obras. Vale uma visita ao site de Jason.


Acabam de chegar ao mercado as novas embalagens dos lenços Kiss estampadas com as pinturas que produzi na Itália nos anos 90. São 5 diferentes telas reproduzidas nas caixas de lenços.
Estes trabalhos fizeram parte de uma exposição chamada Resti Rivisti, uma alusão à releitura que fiz das antigas inscrições romanas entalhadas nas pedras da Via Appia, a estrada em que os cristãos se refugiavam das perseguições dos imperadores. Esta técnica consiste em retirar os sinais das pedras através do uso da técnica do frottage, que você pode ver como era feita no vídeo abaixo. Boas vendas para a Santher Papéis, que patrocinou esta publicação.


Vídeo produzido por Roberto Grimaldi nos anos 90, Roma

Mais uma descoberta do nosso farejador oficial na blogosfera, Paulo Matsui. Desta vez ele localizou um escultor que combina dois elementos de natureza antagônica, de forma surpreendente.

Mais que escultor, o artista Robert Cannon se considera um transformador do ambiente, trabalhando para torná-lo mais “habitável” para o ser humano. O duro concreto praticamente flutua, recortado por nesgas de musgos e plantas que lhe emprestam alma e movimento.



Agora é lei. Todos os visitantes do nosso chatôzinho de Ibiúna tem que pintar uma cara em um bloco de madeira de demolição previamente cortado, e que fará parte do acervo da casa. Quem sabe um dia um grande museu não queira pendurar nossas caras pelas paredes? Sonhar não paga imposto.
As duas caras aqui expostas são de autoria de Paolo Carlucci e Cesar Menghetti, que nos visitaram no início do ano. fotos Lee Swain

Luiz Cavalli nasceu em 1956 Rio Grande do Sul, e viveu em São Paulo desde os 10 anos de idade. Estudou no IADE – Escola Técnica de Design de Comunicação e teve aulas de arte com Loy Portinari e se graduou pela FAAP. Trabalhou em cinema durante alguns anos, e foi meu assistente de direção em muitos comerciais. Até que um dia o Luizinho, como nós o chamamos, descobriu a pintura. E começou a pintar bicicletas. Dezenas, centenas, milhares de bicicletas.
![BikeShow2009 70x120cm[1]](http://www.euemeuchapeu.com.br/wp-content/uploads/2010/04/BikeShow2009-70x120cm1-600x345.jpg)
Começou pontilhista, e foi pouco a pouco ganhando confiança, soltando o pincel e seu trabalho crescendo em expressão. Depois de muitas exposições Brasil afora, sua pintura começou a ganhar o mundo, com mostras nos EUA, Europa e oriente. Hoje está entre os seis artistas brasileiros convidados para expor no Pavilhão de Artistas da Copa do Mundo da África do Sul. Pedalando sem parar, Luiz Cavalli vai conquistando o mundo com suas cores e movimentos.
