Não é nada fácil ter uma boa idéia, mas, ainda mais difícil, é fazer as pessoas a entenderem e aceitá-la.
Assim o publicitário paranaense Zeno José Otto, há mais de cinqüenta no ofício da criação, comenta no seu blog sobre os anos em que viveu quase que diariamente o drama de testemunhar o velório de grandes idéias em torno de uma mesa de reunião.
Segundo Zeno, isto acontece porque “na maioria das vezes a incapacidade de imaginar é predominante entre as pessoas pragmáticas que normalmente dirigem empresas.”
Zeno enviou este vídeo para ilustrar o poder engajador que uma idéia incrívelmente simples pode ter, além do grande potencial para acabar na lata de lixo de alguma grande empresa.
28 comentários Vocês não sabiam o que ocorria na P.A.Z. naquele momento. As mesmas insatisfações de vocês, resultaram na minha saída da agência. Só sinto a agressão desnecessária, deslocada do assunto e infantil, agora, quando já somos bem crescidinhos, né? Tudo isso daria um agradável papo regado a uma Original inteligentemente gelada. Abraços aos dois bicudos!
Zeno, acho que ouvi vc dizer que queria conhecer melhor esta história. Pra mim a Original está valendo. Se o Werneck topar, podemos dar boas risadas de tudo isso, que está mais que superado.
A nossa insatisfação era uma só: grana. me lembro muito bem de você, Zeno, dizendo pro Swain e pra mim “aonde vocês andavam? Onde estavam escondidos?” por causa da nossa rapidez e determinação pra resolver os jobs. Lembra? Acho que nããããão!
Werneck
Memória é uma coisa líquida. E com baixos teores alcoólicos. Já escrevi essa história como a vivi, Swain. E tenho plena e absoluta certeza de que a campanha jamais sairia da P.A.Z. se o Swain e eu não a tivéssemos feito, apesar da ira do Zeno, que jogou tudo no chão e saiu pra viajar. Ah, acho que eu bebia pouco na éppoca pra te a memória tão viva. Porém, talvez seja bom regar com umas cervas pra rir e lavar a alma. Abraços.
“Gostaria de conhecer essa história melhor. Não me consta de eu ter sido contra. Eu na época vivia mais em Porto Alegre do que aqui. Só participei com a solução da logística que, sem ela, todas as campanhas que concorreram fracassariam.”
Zeno, eu fui com você na reunião de briefing. Saímos de lá e você já tinha ideia do que fazer. Lembro que eu sugeri que a gente não fugisse do tema Zequinha, que foi apenas sugerido pela Comunicação, e não imposto. Você já tinha outra ideia. O Swain e eu levamos um susto quando você ‘limpou’ sua mesa com uma braçada e foi embora. Nos olhamos com cara de “nos fu*” e saímos da sala. Só botamos a mão na massa quando o Nilson nos cobrou a campanha e eu disse que o Zeno tinha desistido. Fizemos tudo no final de semana e foi a primeira a chegar na Comunicação. Depois… apreensão, medo e… fe$$$$ta. Abraços.
Aquela que o Nilson bateu no pires e jogou café na cara do Secretária da Fazenda? eheheheh!!!!
Esta eu não lembro, Zeno, mas tem tudo a ver com o Nilson. Me lembro até hoje as piruetas que ele deu no ar quando veio a notícia que tínhamos ganho a concorrência, o baixinho era um figuraça. Aprendi muito com ele.
O Nilson era hiperativo… Deve ter tido outros problemas de saúde por causa disso. E lembro das grandes festas da P.A.Z. Rolava uísque do bom! E da história do Sérgio Cabral (do Pasquim) dormindo, podre de bêbado, no banheiro. Em plena festa pra ele! O culpado pelo porre fui eu no bar do Passeio Público! Rsrsrs!
Werneck
Vou repetir: haviam certas coisas acontecendo na Peazê que aqui não é interessante comentar. Eu já estava negociando minha saída da agência. Um dia conto pessoalmente os motivos. Embora ache que tudo isso não mudará em nada o prazer de uma Original inteligentemente gelada. Existem histórias hilariantes daquela campanha.
É sempre assim “força terríveis” me impedem disso e daquilo. Depois, vai ser tarde e todo mundo esqueceu. That’s Brazil! “Certas coisas” era a ganância. Dinheiro correndo solto. E as famosas reuniões de manhã cedinho. Lembra? Só você falava. Quem discordaria? passei por isso, bem depois, com o Enio Mainardi. Igualzinho. Um ego enorme lá na frente dizendo ‘verdades’. Porém, rio disso agora. Abraços.
Werneck
Swain, Werneck e Zeno….
nossa! aconteceu igualzinho isso na PMN Associados poucos anos depois… O Pier Massimo Nota que era o dono sempre dizia que a gente não sabia nada do que acontecia na agência e não botava fé nas idéias principalmente minha e do Werneck….
Era o princípio do fim do formato “agência de publicidade” em que o ego era dificultador e as idéias eram o que menos importavam…..
Na Parceria eu e o Werneck nos metíamos tanto na direção da empresa que o Werneck me apelidou de Operário Patrão!!!
Não vale mais a pena revirar isso… vamos viver em paz (PAZ?) kkkkk!!!!
Hahaha!!! Operário-Patrão é muito boa, Neri…
Neri, nós sabemos o que passamos com patrões cheios de razão e pouca luz. A PMN foi campeã disso. Depois veio a Parceria. Quanto a viver em paz, é ótimo. Só que essa paz faz a gente ficar com cara de bobos. “Nós sempre éramos os últimos a saber”. Só que éramos os primeiros a dar a cara a bater. Tem gente me devendo dinheiro até hoooje, por conta disso. Lesados, lesados… Sempre lesados por acreditar em duendes. Abraços.
Wernas,
mas você pensa que receber é fácil? Desde o calote do Bira eu vivo tomando nas costas de “curvas-de-rio” da vida. Mas as idéias geram outras possibilidades interessantes como mandar pra pqp um patrão incopetente… é por isso que virei meu próprio patrão… aliás, a patroa é quem manda!!!!! kkkkk!
sai da toca, cara!
neri
Werneck
Blábláblá, Zeno! A PAZ deu um salto com o Zequinha. Foi às nuvens! Zequinha no espaço sideral! Claro que a ganância falou mais alto. Mas ainda sou culto e grosso: você boicotou a campanha na primeira hora. Se dois pentelhos, Swain e eu, não tivéssemos botado a mão na massa… o bolo teria batumado. Abraços.
Eu queria manter certos detalhes e vou continuar achando que aqui não é o lugar certo para expô-los. Mas você já está enchendo o saco, falando e repetindo sem saber das coisas. Quer porque quer que a campanha seja mérito só teu e do Swain. Então, tá! Vocês foram geniais, os únicos responsáveis pela engenharia gráfica, na produção eletrônica, nos contatos diários com a secretaria de comunicação e da fazenda e ganharam a concorrência pública sobre o tema Zequinha. Tudo sozinhos. Eu estava na agência só sabotando. É isso?
Você não sabia e não quer saber que no período eu estava no processo de desligamento da agência. Quer o mérito só para vocês e eu ficar com o papel do bandido da história. Uga! Uga! Uga! Mim muito mau! Uga! Uga! Está satisfeito?
“Você não sabia e não quer saber que no período eu estava no processo de desligamento da agência. Quer o mérito só para vocês e eu ficar com o papel do bandido da história.”
Bandido ou não, você ficou depois, enquanto a grana jorrrrrrraaaaava pro bolso. E tentou sabotar, sim. Tudo isso aqui começou porque as boas ideais podem ser capadas por patrões incompetentes, como frisou o Neri. O Swain devia repostar o assunto que tá rendendo tanto. E, quanto à sua negociação da sua saída da P.A.Z. – não sei nada, realmente. Nada, nada vezes nada.
Werneck
Misquici de mencionar: agradeço ao Miran por ter me levado pra PAZ, onde conheci a Kioko, todas aquelas secretárias gostosas e mais um monte de gente boa da melhor qualidade. Uma vez entramos em 6 no SP2 do Miran, a Vera, inclusive estava grávida. Não sei quando, nem como, mas aconteceu! Na PAZ eu fiquei conhecendo a palavra “passaralho”.
Grande Kioko, a única arte finalista que conheci que fazia linha reta sem régua, com canetinha 0.1.
A Kioko dias antes de morrer veio se despedir de todos que trabalhavam na J.Otto, minha agência de então. Lenço para cobrir a cabeça raspada e sempre com aquele sorriso (hihihihi). Aguentei o quanto pude manter confiança nela e em mim. Não deu! Tive que me esconder no banheiro para chorar.
Ói eu aqui traveiz: numa noitada daquelas, o Jacobus, holandês, contato da PAZ, achou que tinha condições de me levar em casa. Dormi no carro, sem cinto de segurança, ele bateu violentamente, eu dei com a cara no vidro dianteiro, meu olho saiu pra fora e o pobre do Jacobus saiu gritando pela rua” Socorro! O Solda morreu!” Sorte minha que passava pelo local, na hora, um médico com a esposa a caminho de uma festa e ele,
seguindo o juramento de Hipócrates, me conduziu imediatamente até o Hospital Cajuru, onde fui internado, consertado, costurado, lavado e polido. Não me recordo direito, mas quem pagou a conta foi o Mercer. O dinheiro, não sei de onde veio. Nessa mesma semana eu ganhei o Salão de Humor de Piracicaba. Jacobus, o motorista/contato, foi até mim pedindo dinheiro emprestado pra arrumar o carro. Quaxquáx!
Solda e Miran: Vocês dois foram os causadores do grande crescimento da P.A.Z. O Miran que “leiatou” um relatório de diretoria da Habitasul de sexta para domingo. O diretor de márketing perderia o emprego se esse material não fosse apresentado na segunda. A agência que atendia a Habitasul no RG do Sul estava enrolando, enrolando e nunca apresentava). Como o Miran quebrou o galho do marketeiro, ele nos recompesou com a conta inteira.
E o Solda que, tempos depois, entrou na sala onde eu atendia o Dr. Péricles e Prof. Mauro (Presidente e dir. de Marketing da Habitasul) com aquela fita perfurada de telex (na época do telex!) e perguntou: Vocês sabem o que é isso? O Dr. Péricles deu uma explicação pro Solda. Ele ouviu respeitosamente (com aquela cara de sério que só ele sabe fazer) e no final balançou a cabeça negativamente e explicou: Não é nada disso! Isso aqui é papo furado!
Foi aquela gargalhada geral. Tive que ouvir essa história muitas vezes contada pelo Dr. Péricles como exemplo de criatividade da P.A.Z. Com esse aval conquistamos outras fatias do grupo.
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Pois olha, Zeno, se o Halzheimer não me falha, a campanha que eu e o Werneck criamos só foi inscrita porque éramos uns moleques atrevidos e pentelhos. Nossa campanha se destacou pela estratégia, e não por tiradinhas criativas, e talvez por isso não tenha entusiasmado a agência num primeiro momento. Se você não foi contra, também não foi a favor. O importante é que ganhamos e todos escrevemos uma bela página na história da propaganda paranaense e da P.A.Z.
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Lee Swain