A última sexta-feira feira de agosto fecha curto e grosso, com Rui Werneck de Capistrano jogando um balde de água fria nos românticos de plantão que ainda acreditavam na inspiração da pobreza. Se o dinheiro não traz a felicidade, como dizia um comerical de whisky, manda buscar. Boa leitura.
“Não há nada tão degradante como a ansiedade constante sobre os meios de subsistência. Não sinto senão desprezo pelas pessoas que desprezam o dinheiro. São hipócritas ou tolos. O dinheiro é como um sexto sentido sem o qual não se pode fazer uso completo dos outros. Certas pessoas dizem que a pobreza é o melhor aguilhão para o artista. É que nunca sentiram seu ferrão em sua própria carne. Não sabem como a pobreza torna a gente insignificante. Expõe a uma humilhação sem fim, corta-nos as asas, come-nos a alma como um câncer.” (Somerset Maugham, Servidão Humana)
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Rui Werneck de Capistrano
é autor de NEM BOBO NEM NADA, romancélere de 150 capitulozinhos do capeta.