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 mar
Cidade
Meu Chapéu descobre Higienópolis I

Sábado passado, depois de visitar a mostra de Aleksandr Ródtchenko, Eu e Meu Chapéu saimos chapados da Pinacoteca, ainda sob o impacto das fotos incríveis e das perspectivas distorcidas com que o designer russo chocou o mundo no início do século passado. Parecia que estávamos sob efeito de algum alucinógeno poderoso. Neste torpor, vagamos sem rumo pela cidade e acabamos dando em Higienópolis. Apontei minha objetiva, e no visor da minha Lumix comecei a ver rastros de influencia construtivista em cada angulo, cada perspectiva, cada fachadas que compõem a diversidade arquitetônica do bairro. Não havia dúvida, Meu Chapéu tinha incorporado o espírito de Ródtchenko.

Higienópolis é uma testemunha viva da passagem do tempo, com construções de todas as épocas convivendo lado a lado. Esta inquietação é uma vocacão do bairro, que viveu muitos ciclos, desde as grandes chácaras dos barões do café que deram lugar a casarões luxuosos de famílias aristocratas, e que por sua vez foram sendo demolidos impiedosamente para dar abrir espaço a edifícios de apartamentos em meados do século passado.

Meu Chapéu é muito curioso e quer saber tudo sobre estes desassossegos da cidade, suas motivações, seus heróis e seus vilões. Mas estas histórias tem que ser contadas por quem vive e conhece o bairro. Por isso Meu Chapéu foi conversar com dois ilustres moradores de Higienópolis, que vão nos conduzir pela mão pelos pelos descaminhos do bairro. Amanhã, visita guiada por Higienópolis com Sidney Haddad e Beia de Carvalho, não perca. Fotos: Lee Swain

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2 comentários

efeito alucinógeno sim!! enche o caneco até não poder mais depois bota a culpa no coitado do fotógrafo!!

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O pior é que foi no seco mesmo, Paulinha. Acho que a tradução de Ródtchenko deve ser algo como mescalina visual.

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16/03/2011 #
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