A Curitiba que eu deixei para trás em meados dos anos 80 já não era a mesma cidade pacata, fria e provinciana onde nasci, em 1954. Tinha passado por duas gestões de Jaime Lerner, o que não é pouca coisa. O polêmico fechamento da rua das Flores para circulação de carros, que os comerciantes temiam que fosse acabar com seus negócios era coisa do passado. Os primeiros parques já funcionavam, e os bairros começavam a se aparelhar com ruas destinadas exclusivamente ao lazer dos moradores. As vias rápidas já cortavam a cidade de norte a sul, os ônibus circulavam nas vias expressas, e as primeiras empresas começavam a se instalar na Cidade Industrial. O Shopping Müller, o primeiro da cidade, era um sucesso de crítica e público. Falando em crítica, claro que tinha a turma que pregava que tudo aquilo estava acabando com a cidade. E estava mesmo. Acabando com uma Curitiba sem atrativos, sem cara, que não se gostava, e que era apenas ponto passagem para quem ia visitar Foz do Iguaçu. Estava nascendo uma cidade que soube recuperar sua auto-estima, explorar seus valores e não ter vergonha de exibir suas belezas.
Passadas mais de duas décadas de quando deixei Curitiba por São Paulo, assisto a este vídeo e vejo como o patinho feio se transformou em uma cidade cheia de atrativos, que soube se antecipar ao futuro sem abrir mão do passado. Deu orgulho de ser curitibano. Dirão os críticos, mas e as favelas, o vídeo não mostra? Claro que elas existem, mas você já assistiu um vídeo produzido pela prefeitura de Nova York que mostra o Harlem?
FICHA TÉCNICA: Direção: Carlos Deiró – Texto: Penca – Supervisao: Eloi Zanetti – Locução: Luis Mello – Cliente: Instituto Municipal de Turismo – aprovação Juliana Vosnika
8 comentários Belíssima cidade, tenho o maior orgulho de ser bicho do Paraná. Tenho muita saudade da terrinha, do sotaque e das coisas que lá deixei…..
Pra mim a melhor coisa de Curitiba é o Swain.
Swain, dias atrás me perguntaram se eu conhecia Paris. Respondi que já estive lá mas que hoje em dia não conheço nem Curitiba mais!
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Tô com moral!….
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Lee Swain