
Esta dica vem do nosso amigo de Facebook, Chico Nogueira, mais um par de olhos atentos ao que acontece na WEB. Quem ignorava Shaun Tan, como eu, tem que conhecer agora, sem perder mais um minuto, o fantástico mundo que este australiano de 35 anos criou com seus desenhos fantásticos.

Shaun Tan ganhou projeção com os premiados livros infantis “The Red Tree”, “The Lost Thing” e “The Arrival”. Suas histórias viraram filmes, e atraem igualmente adultos e crianças, pela fantasia e simplicidade do seu universo. Vale a pena visitar seu site e conhecer mais sobre seu trabalho.
Trailer

Minha amiga de blog, Nervosa San, mandou este comentário sobre a adoção da trilha de Jason Mars pelo meu chapéu:
Nada impede que qualquer hora apareça, dando uma canja aqui no Chapéu, Francis Albert and the way he wore his hat. Aliás, com que charme! São tantas emoções… They can’t take that away from us, não é mesmo? haha
Abraços, e uma bela semana pra essa família linda, nessa Sampa que eu amo de paixão”
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you’re free
Look into your heart and you’ll find love love love love…

Artista, designer gráfico, pesquisador e curador, o israelense David Tartakover é internacionalmente reconhecido pela abordagem política e cultural do seu trabalho, em particular nas questões dos conflitos envolvendo seu país.




Lojinha é modo de dizer. Com pé direto alto, decoração clean e moderna, a loja do Museu do Futebol, do qual já tratamos aqui neste blog, segue o padrão das melhores lojas de museus europeus e americanos. Camisetas de todos os clubes, bolas, souvenirs, livros e otras cositas para satisfazer o desejo do torcedor, que estimulado pela visita ao Museu, quer levar um pedacinho de lembrança. Tem algum pecado nisto? Pra quem gosta nem que seja um pouquinho de futebol, um prato cheio.


Eu, Maria e meu chapéu fomos prestar homenagem ao Cibar Ruiz na noite de ontem, no restaurante Sushi Hall, em Pinheiros. Como a festa coincidisse com o jogo do Santos, e sendo o aniversariante Santista irrecuperável, não podia faltar um telão no salão reservado aos convidados, que se viram obrigados a assistir ao sofrimento dos meninos da Vila. Fora isso, o encontro como sempre foi em alto nível. Etílico, quero dizer. Sushis, sashimis e temakis em abundância, regados a bom chopp e Vinho Português Alvarinho. Noite super agradável, só riscada pelo fracasso dos meninos da Vila. Segundo Cibar, nada que não se resolva no jogo da volta. Seria na volta do próximo aniversário?
Daniel, Camila e Cibar em momento portrait.

O saquê e seus efeitos danosos em momento de puro carinho entre Giana e Jimmy.

Como toda boa festa, muitas meninas bonitas.


Todos lá. Os amigos de fé não faltaram ao encontro, o que faltou foi espaço neste blog para tantos amigos. Na próxima edição, mais detalhes picantes desta festa que parou Pinheiros na noite de ontem. Viva Cibar Ruiz, o homem da idade misteriosa.

Fora o Dunga, alguém ficou completamente satisfeito com a convocação da nossa Seleção? Alguém vibrou com o solene desprezo pelo futebol criativo e irreverente dos meninos da Vila? Alguém ficou feliz com sua coerência? O que os burocratas desconhecem é que a alegria da vida é o inesperado, a magia de uma revelação, a surpresa. Tristes os que não sonham.
Diretamente do Mural do Fernando Schiavo

Em tempos de politicamente correto, cuidado com o que você diz.
Ao chegar ao Amor aos Pedaços, não saia logo pedindo uma fatia de torta Nega Maluca. Pode dar confusão.
E você corre o risco de ir presa!
Faça assim: dirija-se a balconista e peça um pedaço de torta AFRO-DESCENDENTE COM PROBLEMAS MENTAIS.
O sabor é o mesmo, a calda também, e você não ofende ninguém.
Eles não vêem ao mundo com manual de uso, nem com garantia. Por isso o blog Non-blog se preocupou em listar uma grande quantidade de instruções para que depois ninguém devolva bebês alegando deconhecimento.




Quem passou por Ibiúna também foi Leila Fernandes Foggiato, nossa amiga paisagista que veio de Curitiba com uma missão especial: nos ajudar a reconstruir o oratório do Padre Pio em nosso sítio. Esta história começa no final dos anos 90, quando Anna Taccari, mãe da Maria, me pediu que contruísse um pequeno oratório em homenagem ao religioso, de quem era devota.
Padre Pio representou um papel importante na vida do casal Angelo e Anna Taccari, meus saudosos sogros. Eles se conheceram quando Anna esteve na Europa estudando música. Logo que se conheceram rolou o tal do amor a primeira vista, mas também grandes dúvidas sobre casamento, família, futuro, etc. D. Anna seguiu então para San Giovanni Rotondo, onde o futuro Santo recebia os fiéis, para aconselhar-se sobre o futuro matrimônio.
Anteriormente, Padre Pio já havia aconselhado sua mãe, que fora condenada pelos médicos a não ter mais filhos, a continuar a prole. D. Esther teve mais 4 filhos saudáveis, que se juntaram aos 3 da primeira fornada, e formaram a grande família dos Gregori. Pois bem, o casamento de Anna e Angelo Taccari foi abençoado pelo Padre Pio, e formaram uma das uniões mais felizes de que se tem notícia.
Quando construímos a nova casa de Ibiúna dois anos atrás, o pequeno oratório que havíamos erguido precisou ser demolido, e nos comprometemos a refazê-lo em outro local. Com o talento da Leila, muito breve o Padre Pio terá de volta seu cantinho em Ibiúna.

D. Anna Taccari em frente ao antigo oratório do Padre Pio

Diógenes Moura
Exclusivamente para este blog, um dos 41 contos do livro Ficção Interrompida, que Diógens Moura lança no próximo dia 10, na Pinacoteca do Estado.
FICÇÃO INTERROMPIDA
Lançamento: Dia 10 de abril, sábado das 11h às 14h
Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, 2 – Tel.: (11) 3324-1000
(continuação do post de ontem “A sorte bate à sua porta”.

Tudo que o garoto Marcelo queria era ganhar uma bola no concurso lançado pelo Governo do Paraná para arrecadar ICM. Tudo que ele precisava fazer era completar seu album de figurinhas, enviá-lo para a Secretaria de Finanças e rezar para ser sorteado. Muito simples, não fossem os milhares de outras crianças que enchiam o saquinho dos seus pais para pedir notas fiscais que depois eram trocadas por figurinhas do Zequinha, personagem mítico que marcou a infância de várias gerações no Paraná desde os anos 50. A campanha, lançada no princípio dos anos 80 no governo Ney Braga, fazia um sucesso retumbante. Nunca se arrecadara tanto no Estado.

Meses antes, Lee Swain e Rui Werneck, dois jovens publicitários trabalhavam na PAZ, uma das agência de propaganda que participava da concorrência para disputar a campanha do ICM, a maior verba colocada em licitação pública até então. As grandes agências, como era de se esperar, organizavam lobbys para tentar abocanhar a polpuda verba. O que não era o caso da P.A.Z., que passava por dificuldades e não tinha representatividade junto ao governo. Era a zebra do páreo.
Em Londrina, o pequeno Marcelo tinha praticamente completado seu album, quando uma vizinha, tentando ajudá-lo a desgrudar uma das figurinhas desastradamente rasgou a página, jogando água fria no seu sonho de ganhar a bola de futebol. Vendo o garoto desconsolado, a vizinha ofereceu seu album e várias duplicatas de figurinhas para reparar o dano. Em pouco tempo Marcelo completou o novo álbum e o enviou para o concorrer ao sonhado prêmio.

O resultado da concorrência pública surpreendeu a todos: a agência que não tinha feito nenhum lobby, investiu quase nada na produção de layouts, a zebra, acabava de ganhar a maior concorrência realizada no Estado do Paraná até então. Foi uma grande festa na P.A.Z., dirigida por Zeno José Otto. A agência virou o jogo, recuperou-se e em pouco tempo voltou a ser uma das maiores empresas de comunicação da cidade. Mas como explicar o que acontecera? A criação teria pesado tanto na balança para decidir contra os possíveis interesses em jogo? Somente muitos anos mais tarde fui entender, quase sem querer, o que teria acontecido nos bastidores.
Londrina foi a única cidade do interior que teve um contemplado no concurso do ICM do Paraná. E justamente com o premio maior. Um Milhão de Cruzeiros. Era dinheiro suficiente para comprar uma fábrica de bolas de futebol. E foi justamente para o garoto que sonhava com apenas uma simples bola para jogar nos campinhos de várzea de Londrina. Naquele dia, aos seis anos de idade, Marcelo acordou milionário.

Marcelo Pinheiro e a esposa Pamela em Londrina
Anos mais tarde, no final dos anos 90 quando já morava em São Paulo, fui convidado a dirigir o programa de tv de um candidato às eleições em Curitiba, e numa conversa de bastidores, vim a saber como teria sido o processo de escolha da agência naquela concorrência. O então governador Ney Braga era conhecido por dirigir o Estado com mão de ferro. Ao saber que tinham sido escolhidas as agências pela Secretaria de Comunicações, então dirigida por seu genro, com quem ele não tinha boas relações, Ney Braga quis saber quem tinha vencido. Ouviu a resposta sem dar uma palavra. Talvez por acreditar que existisse algum favorecimento na escolha, pediu então o envelope com o nome da segunda colocada, e sem abrí-lo, disse apenas: “A segunda colocada será a vencedora. E não se fala mais no assunto.” Lenda ou verdade? Quem saberá dizer?
O fato indiscutível é que a família de Marcelo pode comprar na época duas casas, um carro novo e usufruiu durante muitos anos do prêmio milionário que a sorte colocou em seu caminho. Marcelo, que hoje é vendedor de carros Peugeot em Londrina, recorda com nostalgia os velhos tempos, e sente-se fechando um ciclo ao descobrir pela internet um dos criadores da campanha que mudou sua vida.
Marcus V. Braga Alves, neto de Ney Braga, lendo esta matéria, pediu para que fosse publicada a sua versão dos fatos relatados no post anterior sobre a concorrência do ICM do Zequinha. Lá vai:
Prezado Swain,
A Secretaria da Comunicação Social durante o segundo governo Ney Braga era dirigida por Cleto de Assis, um profissional altamente respeitado por sua seriedade e competência . Conversei com o Cleto e ele negou que esse fato que lhe narraram tenha acontecido. O Cleto não é parente do Ney e me contou que nenhum genro do Ney Braga trabalhava naquela Secretaria. Sua campanha ganhou por ser a melhor. O resto é mentira de gente que quer difamar um trabalho que entrou para a história do Paraná.
Cordialmente,
Marcus V. Braga Alves

Paulo Matsui, nosso olheiro de plantão na blogosfera, descobriu mais uma pérola, desta vez nos países nórdicos, onde uma empresa de design resolveu colocar um novo problema na prancheta: o tempo. Uma região onde no inverno o dia é praticamente igual à noite, não poderia ser melhor para se discutir esta questão.

O tempo é percebido pelas pessoas da mesma forma? Quanto dura o inverno para quem gosta de calor? Os dias de semana são todos iguais?

Pensando na relatividade do tempo e em como cada um visualiza dias, semanas e meses, o grupo de designers Stokke Austad, sediado em Oslo, decidiu criar um calendário que se adaptasse a diferentes modos de vida. Assim nasceu o DAYBOARD, um novo conceito na marcação do tempo. Organizando as peças magnéticas em um quadro metálico, cada um pode ordenar o tempo a seu modo, de forma racional ou intuitiva, em torno de eventos ou para lembrar de datas importantes, como um post it.

Diógenes Moura – foto Monica Vendramini
Diógenes Moura nasceu na rua do Lima, em Recife. Viveu 17 anos em Salvador e mora em São Paulo desde 1989. É curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Escritor, jornalista e roteirista, publicou, entre outros, os livros de poesia Elásticos Chineses – Poemas Físicos (1997) e Drão de Roma – Dezembro Caiu (2007), ambos pela Editora Fundação Casa de Jorge Amado.
Diógenes está tirando do forno um novo livro com 41 contos onde aborda a vida cotidiana de personagens em estado de suspensão entre uma coisa e outra. Seu olhar de grande sensibilidade fotográfica empresta uma narrativa cortante e cinematográfica aos seus contos, que a partir de amahã estaremos publicando aqui em primeira mão.
FICÇÃO INTERROMPIDA
Lançamento: Dia 10 de abril, sábado das 11h às 14h
Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, 2 – Tel.: (11) 3324-1000