Neste fim de semana, faça chuva ou faça sol, serão inauguradas duas instalações que criei junto com a poeta Rita Alves para os Parques Tietê e Villa Lobos. Os Relógios da Poesia são instalações perenes, que fazem parte do evento “Caminhos efêmeros da Poesia”, onde poesias selecionadas por Rita foram deslocadas do seu suporte tradicional para se colocar no caminho dos passantes. O estranhamento inicial das pessoas acaba virando curiosidade, e quando menos se espera, estão circulando em torno dos textos encravados nas placas de concreto que faz as vezes de calçada.
CAMINHOS EFÊMEROS DA POESIA
Sábado no Parque Villa Lobos e Domingo no Parque Tietê, a partir das 13h00 com Show de Guga Domenico do grupo Língua de Trapo e leitura de Poesias com Sandra Martinelli, Fernanda Eva, Jayme Periard, Beatriz di Giorgio, Amanda Pereira, Nelson Foerster, Daniel Minchone, Rita Alves, entre outros.

Acontece que a gente tem sempre que redigir defesas de campanhas, relatórios de empresas, discursos de empresários e coisas ligadas às empresas. O livro cai como luva. Você pinça conceitos, frases, pitadas de sabedoria e recheia seu texto. Dá sensação de consistência e agrada sempre. Na verdade, é mistério o que faz uma empresa ter sucesso e outra, do mesmo ramo, fracassar. Mistério em termos. Tudo o que é humano não tem mistério. Tem graus de competência, dedicação, vontade, oportunidades, etc. E muita politicagem, falcatruas, corrupção, sacanagens, etc. A mistura de tudo faz a empresa ter sucesso ou fracassar.
Nas revistas atuais de negócios, todos são felizes nas reportagens. É só ir na empresa deles e ver o contrário. As tintas das revistas pintam tudo mais brilhante. Mas os livros dão dicas gerais. Alguns conceitos servem realmente. E eu guardo pra mim. O mais difícil é fazer com que os outros usem. Você diz, o cara escreveu que a gente deve agir assim. A pessoa olha pra você e, como nunca leu nada, dá de ombros pro conceito. Alguns clientes pedem campanhas publicitárias e, quando você diz pra eles que o negócio deles é que deve mudar, que propaganda não salva, eles dão de ombros. Se acham poderosos. E quebram.
Tem um livro já do século passado que tem frases ótimas. O título do livro é Como nadar com os tubarões sem ser comido vivo. Só vou dar as frases, sem mais delongas. Conclua como quiser. 1) O mais importante não é o valor da mercadoria, mas quanto a pessoa acha que ela vale. 2) Tome decisões com o coração e acabará com doença cardíaca. 3) Jamais vi currículo ruim. 4) Aborreça-se facilmente. 4) A prática perfeita leva à perfeição. 5) Ter 1% de alguma coisa é melhor do que administrar 100% de nada. 6) Não basta conhecer as pessoas, o importante é saber como conhecê-las. 7) Sorria e diga NÃO até sua língua sangrar.
Aquele que queimar suas pontes tem que ser bom nadador. 9) Jamais feche negócio numa sala que tenha candelabro.
É isso. Eu e meus livros de fórmulas de sucesso. Sem sucesso.
Rui Werneck de Capistrano é um escritor que bateu a porta na cara do sucesso. É também autor de Nem bobo nem nada, romancélere de 150 capítulos.
Os fregueses do Morumbi não cansam de dar alegria ao Meu Chapéu, que como se sabe, é corintiano desde que era bonézinho. Este 5×0 em pleno Pacaembú, além de tudo contou com Rogério Ceni para dar aquele toque de sabor frango no final. Mas esta conta ele não quis pagar, e mandou para a casa do juiz. Meu Chapéu está anotando tudo.
03 de maio, terça 16h – FÉ NA FESTA (Andrucha Waddington, Brasil, 2010, 90’) Dividindo palco com o grande Dominguinhos, seu parceiro no inédito xote “Um Riacho, um Caminho”, Gilberto Gil faz seu próprio arraial para registrar o show do seu CD “Fé na Festa”. Com uma banda de luxo (como sempre) Gil destila novas canções e clássicos de seu repertório e do mestre Luiz Gonzaga.
18h CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (Hilton Lacerda, Lírio Ferreira, Brasil, 2006, 88’) Documentário musical que entrelaça documentário e ficção. Busca uma maneira própria de contar a história de Cartola e de filmar samba, um desafio na história do cinema brasileiro. Além imagens de arquivo e depoimentos de pesquisadores, músicos e amigos, os diretores utilizam recursos dramáticos e fragmentos de filmes nacionais como pano de fundo para construir a cinebiografia de um dos maiores sambistas e personagens da cultura brasileira. Após a sessão, bate-papo com os diretores Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.
19h30 O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS (Lírio Ferreira. Brasil, 2008, 100’) O documentário mais visto no Brasil em 2010 conta a vida de Humberto Teixeira. Compositor, letrista e parceiro de Luiz Gonzaga – com quem inventou o baião – foi advogado e deputado federal e teve grande destaque na Lei de Proteção aos Direitos Autorais no Brasil. Apresentações musicais, entrevistas e animações gráficas ajudam a filha do personagem a contar sua história. Após a sessão, bate-papo com o diretor Lírio Ferreira.
A 3ª edição do Festival In-Edit acontece também em outras salas da cidade. Consulte a programação completa no site www.in-edit-brasil.com
Uma reunião de trabalho hoje pela manhã quase me tirou o prazer de assistir ao beijo do século. Mas graças à tecnologia, não só consegui assistir ao beijo, como também postar esta matéria do taxi que me conduziu pelo caótico trânsito de São Paulo. O esperto motorista Marcelo Crossi, com seu equipadíssimo taxi com DVD de última geração, me permitiu assistir de camarote à cena real. God save the technology!
A proposta do Meu Chapéu de mudar o Japão para o Piauí se encerra aqui. Não sem ter despertado alguma curiosidade pelo inusitado da idéia, alguns apoios entusiasmados, e acredito que muitos velados, no silêncio dos que lêem mas não comentam.
O leitor Paulo V. nos enviou um comentário interessante sobre o assunto:
“Pois é, assim como o seu Chapéu, já me fiz muitas vezes estas perguntas… e se o Brasil fosse colonizado por Holandeses, ou Ingleses… me parece sempre o nosso desejo de tentar solucionar os nossos problemas com os problemas dos vizinhos. O Japão é e sempre será o Japão, lá em seu habitat… se passar para o Piauí vai deixar de ser Japones para ser Piaíen…. Deixem o Piauí com esta, ainda vamos parar de sonhar e lutar, somos capazes de criar uma conciencia nacional com todos fazendo o seu papel… mas adoro o teu sonho porque os Japas estão de parabéns na solidariedade….”
Caro Paulo, você acertou na mosca. Chapéus vivem com a cabeça nas nuvens, e muitas vezes falam coisas que não fazem o menor sentido. Onde já se viu mudar o Japão para o Piauí? A troco de que? Só porque é um povo ordeiro? Que não tolera corrupção? Que valoriza a educação? Que não joga lixo na rua? Que após ser reduzido a pó, resignadamente se reergue das cinzas?
Chapéus são utópicos. Almejam um país que tenha a alegria, a bossa, a simpatia do povo brasileiro, e a perseverança, honestidade e retidão dos japoneses.
Chapéus são sem noção. Imaginam políticos que façam o que prometem. Bancos que distribuam, e não acumulem riquezas. Fiscais que fiscalizem, juízes imparciais, advogados que falem a verdade, policiais incorruptíveis.
Chapéus são sonhadores, acreditam em um mundo sem privilégios, preconceito e intolerância. E assim como os sonhos que sonham, os Chapéus são bonitos, mas voam ao primeiro pé-de-vento.
Concordo com a opinião do nosso leitor, e peço ao Meu Chapéu que deixe o Japão no seu quadrado, e dê a chance ao Brasil de encontrar o seu próprio caminho. A melhor lição é também a mais doída, aquela que se aprende à custa dos próprios erros. Espero que os chapéus dos nosso filhos vejam um país melhor, mais justo, mais igual.
Mas caro Paulo, só não posso pedir ao Meu Chapéu que mude este seu jeito de matuto, meio caipira, quase bôbo, de olhar o mundo com a simplicidade de um jardineiro.
Peter Sellers no filme Muito além dos jardins.
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Mas no fundo, bem no fundo do coração de Jair Bolsonaro também tem lugar para o amor. Um alento para os milhares de cidadãos que votaram nele nas últimas eleições. As respostas às perguntas dirigidas ao deputado do Partido Progressista no programa CQC estão cheias de ternura. Veja o que Bolsonaro ama:
Amor à Farda
Quem é seu guru na política?
“Eram os militares, que foram presidentes do nosso país.”
Amor à Seriedade
Você está com saudades do Lula?
“De jeito nenhum, né. Eu tenho saudade de pessoa séria. Do Médici, do Geisel, Figueiredo…”
Amor à Dita Dura
Do que você tem mais saudade na ditadura?
“Do respeito, da família, da segurança, da ordem pública, das autoridades que exerciam autoridade sem enriquecer.”
Amor ao Respeito:
O sr. é a favor que o Brasil tenha a bomba atômica?
“Olha, só é respeitado quem tem o poder de intimidar. Se o Irã pode ter segundo o Lula, né, nós até poderíamos marchar para isso.”
Amor a Deus:
Se te convidarem pra sair num desfile gay, você iria?
“Eu não iria porque eu não participo de promover os maus costumes. Até porque acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo. Se não uma nação simplesmente ruirá.”
Amor à Igualdade:
Porque o sr. é contra as cotas raciais?
“Porque todos nós somos iguais perante a lei. Eu não entraria num avião pilotado por um cotista. E nem aceitaria ser operado por um médico cotista.”
Descoberta do Meu Chapéu, que adora pesquisar novidades na WEB, este baiano que se diz “ilustrador e webdesigner por prazer, designer gráfico por formação” já ilustrou várias peças para a Camiseteria.
Quando Aleksandr Ródtchenko começou a fazer suas primeiras foto-montagens, não existia internet nem computador, o mundo tinha acabado de sair de uma sangrenta guerra e ainda não havia vôo para Paris. Corria o ano de 1918, ele morava lá onde o vento fazia a curva, e a União Soviética tinha acabado de ser fundada.
Seus primeiros cartazes são do início da década de 20, e foram tão impactantes que venceram o isolamento em que vivia e chegaram aos nossos dias com a força de um tsunami. O cartaz com a jovem russa gritando “Livros!”, na verdade a musa e amante do seu amigo Maiakóvski, é uma das peças mais imitadas do seu tempo, e serviu de inspiração para a capa do CD You Can Have It So Much Better (2005) do grupo Franz Ferdinand.
Ródtchebko era um multimídia. Designer gráfico, fotógrafo, artista e pintor, tratou sua própria figura como uma obra de design. Alto, de físico atlético e com a cabeça raspada, Aleksander Ródtchenko teria feito o vilão perfeito em um filme de James Bond, na opinião do Meu Chapéu. “Não, sr. Bond, eu não espero que você entenda a arte pós-revolucionária soviética. Eu espero que você morra”.
Para entender a grande influência de Ródtchenko na fotografia moderna, você vai ter que levantar o traseiro de sua confortável cadeira, e visitar a mostra organizada pelo Moscow House of Photography Museum na Pinacoteca do Estado. Meu Chapéu garante que vale a pena. Lá você vai ver o resultado da combinação do gênio criativo de Rodtchenko com as super portáteis e revolucionárias cameras Leica, que permitiram seus ensaio ousados, em angulos inusitados para a época.
Meu chapéu ficou intrigado com a figura da mãe de Ródtchenko, retratada por ele como uma senhora exigente e severa, que o olhava de cima para baixo. Quanto ela teria influenciado sua eterna busca pelo novo? Seria ela a grande mulher por tras do grande gênio? Pesquisei e não encontrei uma palavra sobre ela. Neste caso, uma imagem vale por mil palavras.
Aleksandr Ródtchenko - Revolução na fotografia - Pinacoteca do Estado – Pça da Luz, 2 – Tel.: 11 3324 1000 – São Paulo – SP
De 19/02 a 1/04 de 2011 – Terça a domingo, das 10h às 18h, entrada até as 17h30
Mais apoio chega para a Campanha do Meu Chapéu. Assim é capaz de ele acabar em Brasília. Já pensou? Muita gente vai ficar tiririca.


Do blog do Cley Scholz, que publicou um especial do Dia dos Pais com anúncios de época do Estadão.

Bicicleta ergométrica Caloicicle. Sugestão de presente da Caloi para o dia dos pais em 9 de agosto de 1974. “O exercício total. Tem regulável: o selim, o guidão, a força dos movimentos. Ocupa só meio metro quadrado”.
Pra quem acha que não existe mais vida além dos mini, super, mega e híper mercados, com suas gôndolas organizadas, onde tudo termina em uma passada de cartão, uma boa notícia. Ainda tem espaço para o comércio em outros formatos, como o escambo, por exemplo, em que as pessoas pagam suas compras com outras mercadorias, viram amigos do dono do armazém, que conhece toda a família e vai passando o costume de pai para filho. Em Itabirito, interior de Minas, parece que o tempo parou para ouvir a deliciosa história da Mercearia Paraopeba e seus fregueses. Dê um play e entre no espírito.
Roteiro e Direçã: Rusty Mercellini
Produção: Cara de Cão
Vídeo enviado por Luiz Amaral, nosso implacável revisor.

Uma pequena jóia localizada pelo nosso farejador oficial na WEB, Paulo Matsui: uma campanha para os clássicos canivetes suiços da Victorinox, assinada pelo publicitário Dan Nelson. Vale ver a campanha completa no www.dannelsoncreative.com



A Renata Dietrich resgatou pra gente uma das boas idéias que aproveitaram com propriedade o mote da Copa. Patrocinados pela Coca-Cola, estes painéis instalados em duas estações de metro de São Paulo geraram aquilo que toda marca gostaria: curiosidade, atenção e good will. Milhares de pessoas viram. Mas porque muita gente não viu, vale repetir.

Nosso olheiro-mór na internet, Paulo Matsui, não se abalou com a derrota da seleção Japonesa, e mandou várias dicas interessantes aqui para o blog do chapéu, que ficou indeciso sobre o que publicar, tal a qualidade dos materiais enviados. Depois de muito pensar, o chapéu se decidiu por uma dica e tanto: um filme do mestre da animação canadense, conhecido como Patrick Boivin, que tem diversos curtas publicados no You Tube. Como diz o Paulo, esta paródia de Iron Man nos faz parecer fácil animar em 3D.
IRON BABY from Patrick Boivin on Vimeo.

O blog de ontem foi duramente criticado pelas meninas, que o consideraram muito machista. Como não entendi bem a razão do desconforto, perguntei ao meu chapéu se ele tinha um palpite, ao que ele, discretamente como sempre, sussurrou. “A porca torceu o rabo“. Olhando os posts de ontem, a ficha caiu. Por isso, a edição de hoje é inteiramente dedicado às mulheres.
Lee Swain