Quando contratamos aqueles meninos de Santos para estagiar na Tônica, já sabíamos que ali tinha coisa. E não era pouca. Eles iam e vinham todos os dias de ônibus. Chegavam cedo, trabalhavam concentrados, e às 5h da tarde, já estavam de volta para a baixada, onde terminam o curso de Propaganda e Publicidade da Unversidade Santa Cecília. Isto durante meses. De lá para cá muita água rolou, e hoje o Rodrigo está contratado como assistente de arte, e rala um bocado.
Agora chega para o blog do Meu Chapéu a notícia de que esta turminha ganhou o concurso de melhor cartaz para o 24º Fest’Up, encontro promovido pela Associação de Profissionais de Propaganda de São Paulo. Prêmio mais que merecido. Surpresa? Nem tanta. A gente já sabia que estes meninos iam longe. Muito além de Santos.
Não é nada fácil ter uma boa idéia, mas, ainda mais difícil, é fazer as pessoas a entenderem e aceitá-la.
Assim o publicitário paranaense Zeno José Otto, há mais de cinqüenta no ofício da criação, comenta no seu blog sobre os anos em que viveu quase que diariamente o drama de testemunhar o velório de grandes idéias em torno de uma mesa de reunião.
Segundo Zeno, isto acontece porque “na maioria das vezes a incapacidade de imaginar é predominante entre as pessoas pragmáticas que normalmente dirigem empresas.”
Zeno enviou este vídeo para ilustrar o poder engajador que uma idéia incrívelmente simples pode ter, além do grande potencial para acabar na lata de lixo de alguma grande empresa.
A criatividade brasileira não cansa de surpreender. Desta vez, a agência Santa Clara deu show no Festival de Cannes, o mais importante da publicidade mundial, com uma peça para divulgar um festival concorrente, o El Ojo de Iberoamerica. E para isso usou como mídia a própria lista de filmes concorrentes ao Festival de Cannes para impactar seu público alvo, os publicitários latino americanos.
O filme mostra um brasileiro falando sobre a premiação argentina como sendo um festival só para latinos, enquanto a legenda em inglês apresenta a cerveja e suas características. A falsa peça foi inscrita propositalmente na categoria “Bebidas Alcoólicas”, em que a maioria da delegação é brasileira. A ideia é chamar a atenção para o festival Iberoamericano em plena Riviera Francesa. Assim, o filme foi produzido em inglês para passar pela organização do evento e provocar uma reação engraçada entre os brasileiros que estiverem assistindo o longlist.
“Como chamar a atenção do público-alvo de um festival? Divulgando em outro festival que irá reunir todos os players, mas com bom humor e imprevisibilidade. Achamos a fórmula para prestigiar um evento falando de outro”, afirma Fernando Campos, sócio e diretor de criação da Santa Clara.
Você nunca viu nada igual. Assista e entenda porque este é considerado o comercial de cerveja mais épico (e o mais esculachado) de todos os tempos. E quando você for para a Austrália, não esqueça de pedir uma Hahn, para ajudar a financiar comerciais tão legais como estes.
Semana passada destacamos uma bela campanha criada pela Ogilvy francesa para o WWF, em defesa dos animais em extinção, fazendo uma crítica ao descaso e passividade com que observamos tudo isto acontecer. Dico Kremer, conhecido fotógrafo curitibano, nos enviou um anúncio de campanha por ele fotografada em 2002, ou seja, muitos anos antes da campanha francesa. Quem trabalha em propaganda sabe quantas coincidências acontecem na área. Será que foi o caso?
Acima: anúncio criado pela Bronx Comunicação de Curitiba em 2002, para o cliente Metropolitana. Direção de Criação: Alexandre Silveira/ Direçã de Arte: Giovani Pereira/ redação: Beto Rogoski/ Fotografia: Dico Kremer
Campanha assinada pela Ogilvy de Paris para o WWF em 2010.
A designer gráfica Vanessa Prezoto, sempre antenada com o que se faz de bom na WEB, enviou esta beleza de campanha para nossos leitores.
Uma campanha de marketing muito efetiva com anúncios impressos para os veículos da gama Volkswagen, pela BBDO Brasil. Com uma simples assinatura: “Para cada tipo de carga” e está disponível em quatro versões para descobrir a seguir.
Do Blog Marketing Now, de Fabio Madia
A Honda acaba de lançar no EUA uma campanha incrível para o seu Honda Jazz, que aqui no Brasil ganhou o nome de Honda Fit. O comercial por si só já é muito bom. Todo feito em animação, tem como foco o tema “A Imprevisibilidade da Vida”.
Mas é justamente aí que entra o “pulo do gato”. Desenvolveram um aplicativo para iPhone, que após baixado no celular, permite que as pessoas interajam com o comercial, independente de onde ele estiver passando (TV, Computador, Tablet…) e isso vira na verdade um grande jogo. O objetivo é que as pessoas coletem os personagens do comercial e depois, nos seus iPhones, interajam/brinquem com eles.
Belíssimo exemplo de inovação somada a criatividade. Algum ponto negativo? Sim, aliás, um enorme. Esqueceram de desenvolver a versão do aplicativo para o Android, que segundo informações divulgadas hoje, já é o sistema operacional líder dentro os smartphones.
Abaixo os dois vídeos. O primeiro do comercial e o segundo com as pessoas interagindo com o comercial.
Foi Meu Chapéu que chamou a atenção para o detalhe. O tradicional comercial de Natal do HSBC, que mostra o coral das crianças nas janelas do Edifício Avenida em Curitiba, este ano ganhou um ingrediente que quase passa despercebido: enquanto se preparam para a apresentação, as crianças vestem chapéus de todas as partes do mundo, representando a união entre os povos.
Cesar Meneghetti, vídeo-artista ítalo-brasileiro, nos enviou esta pérola da publicidade francesa, cuja marca registrada é a irreverência. Para desdramatizar o tema do uso do preservativo, transformaram o pingolim em um personagem que vive muitas agruras para conseguir comer a fruta que mais gosta. Agora que o Papa liberou o uso da camisinha, você pode assistir este filme (e até achar graça) sem o risco de ir para o inferno.
O comercial que o Gianecchini gravou para o Shopping Pinto’s, com produção bem mixuruquinha, repete o slogan: “Tudo o que você mais quer, onde você mais gosta”. Mau gosto ou ingenuidade? Segundo um blogueiro que assina Jessevinstor777, é tudo armação.
Leia o que ele diz no You Tube: “Gianecchini deu entrevista ontem para o Estudio I da Maria Beltrão, o que vocês não sabem é que ele é sócio deste Shoping, ele disse que fez esta propaganda para divulgar o Shoping e que a idéia do slogan foi de sua sócia no Empreendimento, nada menos que Marília Gabriela, eu gravei a entrevista e postei aqui no meu canal, vocês só estão ajudando estes dois espertos a faturar mais, otários.”
Se isto for verdade, esse Giannechini só tem cara de bôbo.
Beyoncé em comercial para a marca GAP
Esse certamente foi um dos melhores anúncios para solteiros já editados nos EUA. Saiu no Atlanta Journal.


Colaboração: Wagner Wioshyhara

Campanha publicitária desenvolvida para provocar a população canadense a fazer exames preventivos de colonoscopia. O fato de ser invasivo (via anal) criou um tabu em torno deste exame, aumentando a taxa de cancer coloretal. A saída foi quebrar a resistência através de uma linguagem provocativa em que nádegas são expostas sem nenhuma cerimônia, convidando as pessoas a fazerem o mesmo.


Paulo Matsui, nosso farejador oficial de tendências na WEB identificou mais uma peça que vale a pena ser vista. Nas suas palavras: “AdBands é um festival anual de Toronto. É uma conferência de criativos para expor suas idéias e para levantar grana para a fundação Tennyson Quance de Autismo. O comercial da home foi feito pela agência John St. e mostra como seria o dia seguinte de um jovem músico após o seu primeiro show. Zabrássso. P Matsui”
Esta veio do Blog da Bronx, agência curitibana cuja criação é dirigida pelo premiado Alexandre Silveira. Uma idéia simples e genial desenvolvida pela Lowe de Istambul para a Omo. Caixas de lenço de papel em formato de máquina de lavar. O lenço branco que sai da caixa remete as roupas que saem da máquina. De tirar o chapéu.

Uma idéia na cabeça e uma camera na mão não é exatamente o espírito deste comercial da Nike, uma verdadeira superprodução que faz justiça ao conceito da campanha: Escrevendo o futuro.
Dica de nosso amigo do Facebook, Chico Nogueira:
A artista israelense Ilana Yahav em um comercial de pão genial!

Diretamente do blog do Solda
Tres grandes nomes da publicidade paranaense marcaram presença como convidados no 3º Workchopp que se realizou ontem à noite, no bar John Bull: Vitola, Solda e Retta. Eles promoveram um bate-papo sobre criação publicitária, os clássicos da propaganda paranaense e atualidades. Além disso, os convidados também fizeram uma exposição com seus trabalhos.
Paulo Vitola, com mais de 40 anos em atividade, já passou pela Exclam Propaganda, Casulo, Bits Comunicação e OpusMúltipla, além de trabalhar como coordenador de publicidade e propaganda na Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado do Paraná. Também dedica-se à produção de música popular brasileira, teatro e televisão.
Solda, paulista de Itararé, é reconhecido por seu talento como cartunista e poeta. É um dos grandes nomes que fizeram história no mercado paranaense. E como ele mesmo afirma é nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Fundador da Academia Paranaense de Letraset.
Rettamozo trabalhou em agências até o ano 2.000. Depois disso tem dedicado a maior parte do seu tempo a criar obras de arte, que já fazem parte do Acervo do Museu Oscar Niemeyer. Também faz free lance pra RPC, Positivo, Getz e Bronx Propaganda entre outras agências.
Tive a sorte de ter trabalhado e aprendido muito com estas tres feras antes de me transplantar para São Paulo.