31
 out
Arte, Mostra
Pedro Vicente e seus Tres Olhos

Eu, Meu Chapéu e o artista Pedro Vicente,no encerramento de sua mostra, em um espaço na rua Libero Badaró. Entre nós, um Triolho, fio condutor da exposição.

Pedro Vicente nasceu em São Paulo e se formou em Artes Cênicas pela USP. Cenógrafo, ator e dramaturgo para teatro, TV e Cinema, é também poeta. Como artista visual, suas últimas exposições aconteceram em Frankfurt, Berlim, Lisboa, Londres, além de São Paulo e Rio de Janeiro. Foto de Rita Alves

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26
 set
Design, Humor, Mostra
Steinberg, o Homem da Linha

Emoções fortes para o Meu Chapéu este fim de semana na Pinacoteca de São Paulo. Levei-o conhecer os originais de um dos maiores artistas gráficos de todos os tempos, na minha modesta opinião. Foto: Maria Taccari

A exposição “Saul Steinberg – As Aventuras da Linha” traz a São Paulo mais de cem trabalhos do cartunista e ilustrador que colaborou com a revista “The New Yorker” por quase seis décadas.

A ironia, o traço fino e o humor cortante de Steinberg emocionaram Meu Chapéu, que já conhecia um pouco da influência do artista sobre o trabalho de outro mestre brasileiro, Millôr Fernandes.

Para entender melhor o trabalho e as influências de Saul Steinberg, assista a este documentário com depoimentos de especialistas na matéria, como Ziraldo, Jaguar, Cássio Loredano e Rodrigo Naves.

SAUL STEINBERG – AS AVENTURAS DA LINHA
Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 2 São Paulo, SP – Tel. 55 11 3324-1000-  até 6 de novembro com entrada grátis.

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24
 ago
Mostra
Fernando Pessoa na veia

Já passou um ano de quando levei Meu Chapéu ao Museu da Língua Portuguesa, para conhecer Fernando Pessoa. Tinha um Fernando no meio do caminho.

Depois da mostra “Fernando Pessoa plural como o universo”, Meu Chapéu nunca mais foi o mesmo. Ainda bem.

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9
 jun
Fotografia, Mostra
Prato do Dia

Em 2004, o fotógrafo Edu Simões visitou alguns prédios em construção na cidade de São Paulo e lá, pediu para que os operários o deixassem fotografar suas marmitas. Ainda que famintos, a maioria, pacientemente permitiu. No dia 9 deste mes de junho, QUINTA FEIRA próxima, estas fotos serão expostas pela primeira vez, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro. O CCJF abriga esta e outras exposições que fazem parte do FotoRio e fica na Av Rio Branco, 241 Centro. A mostra abre hoje às 19:00 com um coquetel para os amigos – Quem estiver por lá, não perca.

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17
 mai
Mostra
Curitiba em charge

Começa hoje em Curitiba a II Mostra de Charges do Clube Duque de Caxias, que além da mostra, abre espaço para discutir o políticamente correto. Eloi Zanetti, Key Iaguire Jr., Fernando Bini, Assionara Souza, Zé Beto e grande elenco estarão promovendo debates, palestras e bate-papo com os convidados. O cartunista Solda é o homenageado do evento.

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4
 mar
Mostra
A cara do Carnaval

O Centro Municipal de Referência da Música Carioca, no Rio de Janeiro, está promovendo mostra sobre o carnavalesco Clovis Bornay até 17 de abril. Uma justa homenagem àquele que literalmente mudou a cara do carnaval.

Na sua juventude, durante a década de 1920, Bornay descobriu no carnaval sua grande paixão. Começou sua carreira em 1937, quando conseguiu convencer o diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro a instituir bailes de carnaval de gala com concurso de fantasias, inspirado no modelo dos bailes de Veneza. Estreou neste ano com sua fantasia intitulada “Príncipe Hindu” e obteve o primeiro lugar.

Criou a figura do destaque nos desfiles, tendo influenciado as grandes escolas de samba do Rio, como Salgueiro, em 1966, Portela em 1969 e 1970, Mocidade Independente de Padre Miguel em 1972 e 1973 e Unidos da Tijuca, em 1973. Com a Portela ganhou o campeonato de 1970 com o enredo “Lendas e mistérios da Amazônia”

Bornay Tornou-se um dos mestres em fantasias de Carnaval –  todo ano trazia novos elementos em suas fantasias, e acabava ganhando quase todos os concursos que disputava. Evandro de Castro Lima e Mauro Rosas eram seus rivais de salão. De tanto ganhar, acabou sendo declarado hors concours (concorrente de honra, não sujeito à premiação).

Exposição sobre Clóvis Bornay :: De 19 de fevereiro a 17 de abril de 2011
:: Visitação de terça a sábado, das 10 às 17 horas
:: Centro Municipal de Referência da Música Carioca 
:: Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca – RJ
:: Entrada franca

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23
 fev
Fotografia, Mostra
Klaus Mitteldorf no MIS

O MIS recebe a mostra SÃO PAULO BLUES, do fotógrafo Klaus Mitteldorf. Composta por seleção de imagens de livro homônimo, São Paulo Blues reúne diferentes conjuntos de fotos feitas nos últimos dez anos por Klaus na cidade de São Paulo. As imagens, em sua maior parte com tratamento de cor em tons de azul ou em negativo, foram criadas a partir de certo sentimento claustrofóbico que o artista – que também assina a curadoria de sua exposição – experimenta na metrópole.



Klaus Mitteldorf nasceu em São Paulo em 1953 e fotografa desde os 12 anos de idade. Formou-se em arquitetura e urbanismo. Começou sua vida profissional nos anos 1970, com fotos e documentários de surf. Nos anos 1980, entrou para o mercado de publicidade e moda e investiu mais em seu trabalho autoral. Viveu na Alemanha de 1988 a 1996 e trabalhou para agências de publicidade. Teve trabalhos publicados em revistas como Vogue, Elle, Playboy, Photo, Zoom e Graphis. Conquistou prêmios importantes como o da Fundação Conrado Wessel de Fotografia de São Paulo (2001) e o Overseas Prize do Festival Internacional de Fotografia de Higashikawa no Japão (2008) pelas fotos do seu livro O Último Grito. Participou de muitas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, publicando oito livros em vários países.

SÃO PAULO BLUES
Exposição 
25 jan – 20 mar 2011
Visitação: terças a sábados, 12h às 22h; domingos e feriados, 11h às 21h.

Foyer – Ingresso: gratuito

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30
 ago
Mostra
Pessoa no Plural

Sábado acordei cedo para levar meu chapéu conhecer Fernando Pessoa. Ele já tinha lido algumas resenhas e estava bastante curioso sobre a mostra que o Museu da Língua Portuguesa inaugurou esta semana. Nas mostras anteriores (Clarice Linspector e Guimarães Rosa), ele ficou surpreso com a criatividade dos cenógrafos, e ficou imaginando o que eles teriam inventado desta vez.

Logo que chegamos, meu chapéu pareceu um pouco decepcionado, talvez estivesse esperando fogos de artifício, banda de música, sei lá, sabe como são os chapéus. Mas à medida que ia lendo os fragmentos de textos, foi emudecendo. Quando entrou na cabine dos heterônimos, quis saber o que significava o termo. Expliquei que eram os personagens que o poeta criou para aumentar seu universo, como se vestisse outras personalidades, sem jamais deixar de ser o Pessoa. –“Heterônimo seria assim como vestir vários chapéus?” De certa forma, respondi.

Alguns minutos bastaram para sermos abduzidos pelos personagens e pela fantasia inesgotável de Fernando Pessoa, que inventou seu primeiro heterônimo aos seis anos de idade. De onde tanta inspiração? Um predestinado, pensei, estamos diante de um predestinado. Que talvez tenha adivinhado que não viveria tanto, e escreveu frenéticamente, enchendo um baú com fragmentos de inquietudes em forma de textos e poesia.

Saímos da mostra em silêncio, com vontade de entrar na primeira livraria e levar tudo de Fernando Pessoa para casa. Me perguntei: como pude viver até hoje sem praticamente ter lido um livro de Pessoa? Meu chapéu, que ultimamente deu para ler pensamentos disse apenas: “Navegar é preciso. Nunca é tarde para começar.”

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