Foi tanta chuva que caiu sobre São Paulo semana passada, que o Parque do Tietê acordou encharcado, e o Relógio da Poesia que ali instalei, amanheceu coberto de lama. Mas a poesia resistiu bravamente. Uma equipe de limpeza foi destacada para lavar as pedras para a inauguração neste domingo, e trazer de volta à vida os textos de doze poetas sobre a cidade de São Paulo. Nenhum falava de chuva.
O Relógio da Poesia do Parque do Tietê foi o último a ser inaugurado. Nos outros parques (Villa Lobos, Ibirapuera e Parque da Juventude) instalei os relógios em torno de árvores frondosas. Árvores que fazem alusão à vida, e também funcionam como ponteiros. Mas no parque do Tietê não havia uma situação parecida, e tive que fazer o contrário: instalar o relógio em um descampado, e plantar uma muda de árvore no meio. Um pé de Manacá, que espero cresça rápido para proteger as poesias e dar sombra aos leitores e passantes.
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